Grupo separatista organiza novo plebiscito sobre independência do RS, SC e PR

Consulta popular não tem valor legal e é organizada pelo movimento 'O Sul é Meu País'
Publicado em: 03 de Outubro de 2017

Grupo separatista...

O movimento  "O Sul é Meu País" organiza para sábado (7) mais um plebiscito informal para consultar moradores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sobre a possibilidade de se separar do resto do Brasil.
 

Para a votação, chamada de Plebisul, serão espalhadas urnas em locais públicos de cerca de 900 cidades dos três estados. Os participantes responderão sim ou não à pergunta: "Você quer que o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?".
 

A coordenadora geral do movimento é a gaúcha Anidria Rocha, que mora em São Jerônimo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ela reconhece que o plebiscito não tem valor legal por não ter sido aprovado pelo Congresso, mas explica que o objetivo é pesquisar o que pensam os cidadãos e manifestar essa opinião.
 

"Sabemos que não tem validade nenhuma do ponto de vista legal, mas a ideia é demonstrar o percentual da população que tem essa vontade de independência", sustenta.
 

Segundo ela, o sentimento separatista surge de uma soma de diversos fatores, principalmente políticos e econômicos. "O movimento separatista está crescendo cada vez mais e essa crise política e econômica do Brasil favorece essa nossa posição", destaca.
"Não há problema algum com os outros estados,  não existe preconceito.  A nossa briga é com o sistema político de  Brasília. Os nossos políticos não nos representam",  afirma.

 

Ainda conforme os organizadores, a condição mínima para votar é que seja maior de 16 anos e eleitor de um dos três estados. Até mesmo o voto em trânsito será permitido. A expectativa é colher os votos de 2 a 3 milhões de pessoas.
 

A consulta ocorre das 8h às 20h. A organização do movimento diz que são cerca de 20 mil voluntários envolvidos em todo o processo.
 

Os locais de votação podem ser consultados no site oficial do Plebisul. A apuração pode levar algumas horas, já que o voto será impresso em papel.
 

O custo para realizar o processo é de cerca de R$ 25 mil, segundo a coordenadora. O material para confecção das urnas e cédulas é adquirido com o dinheiro dos próprios colaboradores do grupo.
 

Durante o plebiscito, os eleitores que quiserem também poderão assinar um projeto de lei de iniciativa popular para ser apresentado ao Congresso, propondo a realização de um processo oficial em 2018 sobre o assunto. Para isso, será exigido o título eleitoral.
 

Essa não é a primeira vez que o movimento "O Sul é Meu País" realiza um plebiscito informal. Em outubro de 2016, outra consulta foi realizada. Á época, participaram 616 mil pessoas e 95,74% disseram ser favoráveis à separação dos três estados do restante do país.
 

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) informou que não recebeu nenhuma consulta do movimento a respeito do assunto, e que por isso não irá se manifestar.
 

De qualquer forma, a competência para propor um plebiscito é do Congresso quando se tratar de questões de relevância nacional.

 


Fonte: G1
midia