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Coluna do Xavier - Cacoal: Os Pioneiros, As Eleições e os Pré-candidatos...

12 de janeiro de 2017
Publicado em: 12 de Janeiro de 2018

O ano de 2017 foi um período de muitas expectativas e especulações, pelo fato de anteceder o período eleitoral. Assim, tudo indica que este ano será bem movimentado, especialmente porque as eleições gerais vão acontecer em um clima onde alguns brasileiros entendem que tudo deve mudar. Logicamente as esperadas mudanças podem não ocorrer da forma como são alardeadas e não dá para esperar muita coisa...
A situação de Cacoal é bem curiosa no cenário eleitoral, porque, com seus quase 65 mil eleitores, o município não tem nenhuma liderança sequer cogitada para disputar o governo de Rondônia, fato que já faz parte da cultura cacoalense. Em todas as eleições, Cacoal acaba  sempre como coadjuvante dos candidatos ao governo e a vice. Desde que Jorge Teixeira de Oliveira, cuja vice era a advogada Janilene Vasconcelos de Melo, assumiu o governo do estado, até hoje, Cacoal nunca teve uma pessoa que fizesse parte da chapa majoritária vencedora da eleição de governador. Basta verificar que Jerônimo Santana formou chapa com Orestes Muniz (PVH); Osvaldo Piana tinha como vice Assis Canuto (Ji-Paraná); depois veio Valdir Raupp que fez chapa com Aparício de Carvalho (PVH); sucedido por José de Abreu Bianco, cujo vice era Miguel de Souza (PVH); Ivo Cassol teve em seu primeiro mandato Odaísa Fernandes (PVH) como vice e foi reeleito formando chapa com João Cahulla, de Rolim de Moura. O atual governador, Confúcio Moura, disputou a eleição em 2010 tendo como vice Airton Gurgacz (Ji-Paraná) e foi reeleito com Daniel Pereira (PVH). Se alguém quiser pensar que Daniel é de Cerejeiras também pode. Vale lembrar que, quando Teixeira deixou o cargo, Ângelo Angelim assumiu por quase dois anos, fazendo a transição para o Bengala, mas Angelim não tinha vice,; e, se tivesse, a analogia diz que não seria um cacoalense...
As informações acima são parte da História de Rondônia , por isso, não podem ser contestadas, uma vez que a história não mente. Desde que Rondônia foi emancipado, e passou à categoria de estado, Cacoal nunca produziu uma liderança sequer para ser vice-governador e não será diferente este ano, porque há evidências muito fortes de que a história vai se manter. Logicamente que algumas pessoas de Cacoal dirão que teriam sido eleitas, se disputassem o cargo, ou que receberam convite para ser vice de quem venceu, mas isso é apenas para alimentar a vaidade, coisa natural no universo político, mas que não passa de folclore. Se os dois filósofos da honestidade não tivessem a iminência de serem enquadrados na lei 135/10, talvez seriam os nomes mais qualificados para compor uma chapa governamental, em nome da Capital do Café e do pioneirismo cacoalense, mas além disso pesa contra eles a crescente rejeição que o PT sofre em diversos municípios de Rondônia, entre eles Cacoal. Prova disso são os 1. 592 votos do candidato petista contra os 19.715 de Glaucione Maria, em 2016. Importante lembrar que o PT estava no poder e não inventei nenhum número. Claro que se a eleição fosse hoje, indubitavelmente o resultado não seria o mesmo, porque os votos da prefeita foram triturados pela usina de asfalto...
Atualmente diversos nomes são cogitados para a disputa de vagas nas eleições deste ano, mas nenhum nome é citado como eventual vice ou governador de alguma chapa. Edimar Kapiche, Fátima Gavioli, Adailton Fúria e Ademir Pereira de Araújo são cogitados como eventuais pré-candidatos a disputar vagas na Assembleia Legislativa. Para a disputa de deputados federais, são citados como pré-candidatos Claudemar Littig (Mão), Jaqueline Cassol, Paulinho do Cinema, professor Remos, professor Paulo Cachimbo Filho, Celso Adame e Ueliton Brizon. Logicamente que há a obrigatoriedade de se cumprirem dispositivos legais e partidários, o que significa que muitas coisas podem mudar e até mesmo surgirem outros nomes. Mas podemos antecipar que este ano Cacoal não terá apenas um nome disputando vaga para a Câmara Federal, isso sem falar de nomes como Luiz Cláudio e Marcos Rogério que possuem hoje cabos eleitorais muito fortes no município. Ou seja, aquela história de monocandidatura ficou no passado... É importante registrar que o vereador Mário Jabá Moreira é pré-candidato ao senado e pode ter boas adesões no estado. A última pessoa de Cacoal a ter cargo de senador, foi Ronaldo Aragão, mas as pessoas com menos de 23 anos nasceram depois que ele faleceu, em 1995.
Voltando à questão de governador ou de vice-governador, a Rede de Sustentabilidade, partido de Marina Silva, apresentou como pré-candidato ao governo o advogado Vinícius Miguel, professor da Universidade Católica de Rondônia e da Universidade Federal de Rondônia. A sólida formação acadêmica do pré-candidato da Rede certamente vai atrair uma parcela muito significativa de eleitores, caso se confirme a efetivação se seu nome pelo partido, o que pode acontecer entre 20 de julho e 05 de agosto, conforme prevê o calendário do TSE para as eleições deste ano. Vinícius Miguel nunca disputou uma eleição antes e obviamente que seus eventuais adversários em uma disputa poderiam alegar a falta de experiência, mas não se pode negar que há um movimento muito vivo de eleitores que declaram sua preferência pelos chamados “nomes novos”. Como em política não de deve afirmar nada de maneira definitiva, temos que esperar antes os procedimentos legais e as definições partidárias. Somente depois disso é que poderemos falar com mais precisão sobre Vinicius Miguel e outros nomes. É importante frisar que as próprias posições adotadas por Marina Silva podem refletir em solo rondoniense, mas, até lá, muita água ainda vai acumular nos buracos das ruas de muitas cidades de Rondônia, entre elas Cacoal... Tenho dito!!!
 
FRANCISCO XAVIER GOMES
Professor da Rede Estadual e Articulista
 


Fonte: FRANCISCO XAVIER GOMES - Professor da Rede Estadual

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